E, que vente

E, que vente

E, que vente
Esta manhã, saí de casa desejando que ventasse.

Forte o bastante para bagunçar a certeza que penteava meus cabelos. Suave o bastante para soprar a poeira acumulada sobre minh’alma.
Forte o bastante para golpear meu rosto e girá-lo rumo ao norte. Suave para varrer as folhas que, no último outono, penso terem caído sobre meu coração.
Saí desejando que ventasse. Que ventilasse. Que, enfim, a vida se renovasse.
Texto e imagem: João Célio (blog Não Coube no Caderno)

A gente quer te enviar promoções e coisas pra te encantar. Para receber, é só assinar.